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sexta-feira, 16 de março de 2012

Encontros de Estudantes de Letras acontecem em Barra do Garças

Por: Muryllo Simon


            O XII Encontro Mato-Grossense de Estudantes de Letras (EMEL) e XVI Encontro Regional de Estudantes de Letras (EREL) em 2012 serão realizados na Universidade Federal de Mato Grosso – Campus Universitário do Araguaia (UFMT/CUA), em Barra do Garças, divisa com Goiás, de 06 a 10 de junho. Pela primeira vez os dois eventos serão realizados juntos e pela primeira vez o EREL ocorrerá no Mato Grosso. A unificação dos dois encontros é uma das inovações do evento, na espera de uma maior integração do Estado de Mato Grosso com os demais Estados do Centro-Oeste e a aproximação da Executiva com os alunos mato-grossenses. A organização dos eventos é do Centro Acadêmico de Letras da UFMT e da Executiva Nacional de Estudantes de Letras (EXNEL), em parceria com a coordenação do curso de Letras, Centro de Formação dos Profissionais da Educação Básica (CEFAPRO) e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI).
O tema central do evento é: “A língua como roteiro de vida, do sonho e busca de um povo”. O presidente do Centro Acadêmico de Letras da UFMT/CUA, Daniel Leite, espera que os eventos possam contribuir e discutir elementos essenciais do universo da Letras, uma vez que envolverá debates contemplando literatura, linguística, educação e também outros temas importantes na formação do estudante de Letras. “A expectativa é grande. Espera-se que esse seja o melhor encontro dos últimos anos, e por ser em Barra, no Campus da UFMT, queremos colocar a região e o Campus que estudamos em destaque”, diz.
            Os encontros objetivam proporcionar troca de experiências e conhecimentos aos acadêmicos, com conferencistas e palestrantes de renome e com trabalhos reconhecidos nos cursos de Letras do país. Estão confirmadas a participação do professor José Luiz Fiorin, professora Irandé Antunes, do escritor brasileiro André Viacano e da professora Doutora Rosani Ursula Ketzer Umbach, que irá ministrar a mesa “Narrativas pós-ditatoriais e história”, no dia 09/06. A programação terá Colóquio de Literatura, Colóquio de Educação, Colóquio de Linguística e Seminário da Cultura Indígena.
Inscrições                                                                                                               
            As inscrições de participação do EMEL/EREL começaram no dia 09 de janeiro e os valores são por lotes, variando de R$ 30 a 70 reais.  A reserva de alimentação durante o evento tem valor de 30 reais e o alojamento de 10 reais.   
Mais informações e inscrições no blog: htpp://emelerel2012.blogspot.com ou entre em contato Comissão Acadêmica:  emel.erel2012.academica@gmail ou pelo grupo no facebook:  www.facebook.com/groups/227187037353419


domingo, 4 de março de 2012

O vaivém dos estudantes de Araguaiana em busca de uma formação


Por: Muryllo Simon e Larissa Rosa

Estudantes universitários da cidade viajam todos os dias para Barra do Garças, município mais próximo  que oferece cursos de graduação, em busca do diploma e da realização dos seus sonhos.


Todas as tardes, alunos de Araguaiana, cidade do interior de Mato Grosso com 3.197 habitantes segundo o censo do IBGE de 2010, reúnem-se em pontos pré-determinados para aguardarem a chegada do ônibus que leva cerca de 45 acadêmicos ao destino final. Barra do Garças é a cidade vizinha mais próxima que oferece cursos de graduação. O desejo de obter uma formação, realizar seus objetivos e qualificar-se para um bom emprego faz com que esses estudantes se desloquem para outra cidade, um verdadeiro vaivém que se repete diariamente.

Todos os dias, os alunos entram no ônibus às 17h e passam quase oito horas longe de suas casas em busca da formação.

Liliane Domingues, 25, do 8º semestre do curso de pedagogia na Faculdade Cathedral, acredita que viajar diariamente é um desafio válido para seu crescimento acadêmico e profissional. “A busca pelo diploma e a chance no futuro de ingressar no mercado de trabalho da minha área, é o que mais me motiva a enfrentar diariamente a estrada”. Alexandre Rodrigues, 35, do 4º semestre do curso de história na Faculdade Univar, também comenta sobre seu desafio diário em busca do estudo. “Buscar um meio de vida, para mim e para minha família, é o principal objetivo. A formação superior propicia isso através do conhecimento, do aprendizado, de coisas que não sabia antes”, diz.

Algumas dificuldades são comuns entre os estudantes. O cansaço por causa do desconforto do ônibus e das más condições da estrada, além do tempo perdido na viagem, são alguns fatores citados por eles. Realidade que alunos que estudam na mesma cidade que moram não enfrentam. “O transporte, a ida, a volta, a estrada. Tudo. Tenho que fazer os serviços em casa, além de trabalhar. Às vezes estudo dentro do ônibus para as avaliações”, diz Liliane. A estudante de farmácia na UNIVAR Letícia Ramalho, 20, relata também suas dificuldades na busca de sua formação. “O tempo, ter que sair cedo da cidade, o ônibus que não é muito confortável. Isso tudo se torna desagradável”.

Os alunos aproveitam o tempo durante a viajem para estudar. Alguns já exaustos devido ao trabalho diário

Trabalhar é uma atividade praticamente obrigatória e em comum entre os estudantes de Araguaiana. Além de terem um dia-a-dia cansativo, eles têm que conciliar trabalho e faculdade. Alexandre divide seu tempo entre a família, o trabalho e os estudos. Para ele, o cansaço é um desafio. “Estudo sempre quando chego. Começo à 1h da madrugada e tenho que trabalhar às 8h. É muito cansativo”, afirma o acadêmico e acrescenta: “Tento estudar dentro do ônibus, mas na maioria das vezes cochilo para descansar”. Liliane também enfrenta essa realidade. Prestes a se formar, ela comenta “na maioria das vezes, eu saio do trabalho, pego o material escolar em casa, nem tomo banho e vou para o ponto. Costumo me dedicar aos estudos nos finais de semana”.

Por outro lado, alguns acadêmicos que não trabalham têm a oportunidade de se dedicar integralmente aos estudos. É o caso de Letícia, que há três anos utiliza o transporte. “Por eu não trabalhar, facilita meus estudos. Posso dividir os meus horários, escolher. Tenho a oportunidade de ficar na cidade onde estudo para fazer trabalhos com amigos, quando necessário”.

 A cidade de Barra do Garças é vista de diferentes maneiras por esses estudantes no âmbito profissional. Muitos vêm nela uma oportunidade de crescimento enquanto outros não têm essa expectativa. Quando indagados sobre a possível mudança de cidade, alguns hesitaram questionando já ter tido vontade de mudar, mas por questões de trabalho não mudaram. “Penso em me mudar até hoje. Não fui porque não tenho trabalho garantido. Lá facilitaria meus estudos”, diz Alexandre, que há dois anos está nesse vaivém. Letícia diz que já pensou em se mudar, mas acredita que daria muito trabalho, pois teria que se organizar na cidade, trabalhar e isso poderia prejudicá-la nos estudos.

Em meio a esse percurso diário, alguns acontecimentos marcam a trajetória desses estudantes universitários. São 56 km de estrada de chão. Muita poeira nas épocas de seca e muita lama nas temporadas de chuva. Fatores como estes influem diretamente nas condições da viagem. Pneus furados, atolamentos e peças quebradas são exemplos de problemas causados pelas más condições da estrada. “Um dia o ônibus quebrou na estrada logo saindo de Barra do Garças. Tivemos que ficar durante muito tempo, se não me engano, até as 6h da manhã, esperando ajuda”, conta Letícia.


O transporte e sua realidade
O transporte existe na cidade há aproximadamente 16 anos. Atualmente, os acadêmicos contribuem com uma taxa mensal de R$ 50. Esse valor é destinado ao abastecimento do veículo. Por esse motivo foi criada uma comissão cujo objetivo é recolher a contribuição dos estudantes. A manutenção do ônibus e o pagamento do motorista são custeados pela prefeitura de Araguaiana. Além de estudantes universitários que têm prioridade na utilização do ônibus, 11 alunos aproveitam a oportunidade da viagem e vão para a cidade de Barra do Garças para realizar diversos cursos, como inglês, pré-vestibulares e cursos técnicos.

Segundo o prefeito do município Pedro Pascoal Rodrigues Álvares, nos anos anteriores o ônibus era cedido aos alunos sem custo. O motivo dessa questão era o baixo salário da mão-de-obra municipal na gestão anterior, isso facilitava o custeio do ônibus. “No início da gestão foi feito o aumento no salário dos profissionais, inclusive no salário do motorista que transporta os alunos para a cidade de Barra do Garças. A arrecadação aumentou, sendo assim foi feito um acordo com os estudantes para contribuírem no custeio do ônibus”, afirma o prefeito em relação à essa mudança.
           
 A prefeitura é responsável pela manutenção do ônibus e pela segurança dos alunos. No próximo ano, Paschoal pretende melhorar a qualidade do transporte universitário. “A pretensão é fazer um leilão com as sucatas, máquinas antigas da prefeitura e adquirir ônibus novos e semi-novos onde um será exclusivo para universitários”.

O motorista também tem o seu papel. Percorre a mesma rota diariamente, deixando filhos em casa e esposa na luta para o sustento da família. É ele que deixa aluno por aluno nas diversas instituições de ensino. Responsável por chegar a tempo e com segurança, assumindo uma responsabilidade. Busca e tenta os melhores caminhos para fugir de uma fileira de carros, preocupado em não atrasar os alunos que estão sentados nas poltronas. Para ele a viagem dura mais tempo, leva todos os alunos nos diversos pontos, quando chega à cidade de destino. E quando retorna para Araguaiana é encarregado de guardar o ônibus e deixá-lo todo arrumado para o próximo dia.

Graduados sentem satisfação pelo objetivo alcançado
       Hoje na cidade de Araguaiana algumas pessoas que já se formaram também passaram por todo esse desafio durante a busca por uma formação. Atualmente a professora de português, formada pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Cláudia Duarte, 32, disse que durante os três primeiros anos de universidade teve o transporte gratuitamente e no seu último ano contribuiu com a taxa de R$50 mensais. “Se não tivesse o transporte, não teria conquistado o meu objetivo. Hoje me sinto feliz diplomada”, diz.

       Luzalene Ramalho, 44, formada em serviço social pela Universidade Norte do Paraná (Unopar), conta que enfrentou muitas dificuldades quando estudava. Entre elas, o horário. Por seu curso ser semi-presencial, sempre perdia conteúdos quando havia encontros. “Esse transporte é o mais importante em termos de educação, pois contribui com a formação de muitos. Parar o ônibus é a mesma coisa de parar com a educação na cidade”, ressalta.


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Outras cidades também tem alunos que estudam em Barra do Garças, mas nem todas oferecem transporte pela prefeitura. É o caso de Nova Xavantina, Mato Grosso, onde estudantes pagam uma taxa de R$ 400 mensais para utilizar a van, que é o único meio de transporte disponível na cidade para esse tipo de deslocamento. A não-obrigatoriedade do transporte gratuito para o ensino superior é um questionamento na área da educação. Muitos alunos discutem e sofrem com a ausência de ônibus que poderiam os auxiliar nas suas atividades estudantis.

Por lei, o governo é obrigado a ceder transporte gratuito para estudantes do ensino pré-escolar até o médio. Mas isso não impede que as prefeituras municipais auxiliem esses alunos com a disponibilidade do ônibus, mesmo que esses tenham que contribuir financeiramente.





Fotos: Muryllo Simon
Reportagem utilizada como trabalho final na disciplina de Técnicas de Reportagem e entrevista.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Jornalistas e o uso das redes sociais como ferramenta de trabalho


Por: Muryllo Simon e Larissa Ferreira


Com o crescimento no uso das redes sociais, jornalistas se conectam a elas, em busca de pautas, fontes e participam no compartilhamento de informações.


 As redes sociais são utilizadas cada vez mais pelos jornalistas, que usam essas redes como fontes, observam as insatisfações, os comentários e as informações publicadas pelos usuários. A partir daí, pensam em construir matérias mais próximas do público a que se destinam. Além de encontrarem especialistas apropriados para o desenvolvimento de seu texto. Facebook, Twitter, Orkut, Linked, MySpace, Flickr, entre outras redes, recebem milhões de acessos diariamente, movimentam um enorme fluxo de informações e isso faz com que utilizem cada vez mais este tipo de mídia. Elas também auxiliam na confirmação de informações e nas redes podem encontrar um novo enfoque, pautas e completam uma devida apuração.
 É necessário um cuidado redobrado, ao apurar um fato pelas redes. No universo das redes sociais há informações confiáveis e há milhares de informações sem qualquer credibilidade. Para a jornalista política, que atua como editora adjunta no portal RDnews poderes e bastidores, Patrícia Sanches, muitas vezes a fonte dá apenas dicas do que está acontecendo, o jornalista precisa sempre checar. Em outras escreve um relato longo, mesmo no Twitter, dividindo o que precisa dizer em várias postagens. “Buscar as fontes antes da publicação, deixar claro de onde partiu a informação, é importante, pois ao publicar o jornalista se resguarda e a reportagem tem mais valor”, indica ela. O repórter atuante na tv integração na cidade de Alto Araguaia, em Mato Grosso, Rogério Rodrigues, completa dizendo “Não acredito que algo possa se apurado exclusivamente nas redes sociais, mesmo que o perfil seja de uma empresa creio que existem formas mais confiáveis de apurar dados. Logicamente as fontes vivas são um atrativo a mais na apuração e na credibilidade das notícias, mas as redes cumprem seu papel sem deixar a desejar”.
A participação do público, antes limitada a uma seção no site ou no portal da empresa jornalística, agora ocorre em fluxo contínuo. O material avança com uma rapidez e é lido por um número maior de pessoas. Lá os leitores, deixam seus comentários, insatisfações e contribuem com o retorno, para o trabalho dos jornalistas. Segundo o jornalista, bloggeiro e professor na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Barra do Garças, Alfredo Costa: “eu verifico constantemente que as matérias que publico em meus blogs, quando compartilhadas nas redes, há um retorno mais significativo por parte do público. O twitter funciona como um turbinamento para o blog. Replico as matérias em diferentes horários, para atingir um número maior de leitores.” Já Patrícia, diz que pelo material correr com uma velocidade muito maior, é fácil obter um retorno por parte dos telespectadores.  “O retorno é instantâneo nas minhas páginas de redes sociais, via telefone, e-mail e comentários nas matérias do site compartilhadas nas redes. Os leitores são muito mais ativos que antigamente”, declara.
Como não está atuando como jornalista, o professor Alfredo Costa, sugere pautas, sugestões nas redes. " Vi que foram utilizadas, esse é meu retorno", diz ele.
Para os profissionais do jornalismo as redes sociais funcionam como canal de coleta e distribuição da informação. Nelas, eles podem reunir assuntos com condições para transformar em notícia e assim podem publicar um maior número de notícias e material jornalístico em diferentes formatos. Para o jornalista e professor na Universidade de Cuiabá (UNIC), Aluízio de Azevedo, como tudo na internet, há o lado bom e ruim. É preciso saber peneirar, saber a quem, a que perfil recorrer, mas seguramente há muita coisa interessante. As redes sociais são de tudo um pouco, nelas tanto pode recolher ou filtrar informações. “A vida é uma rede, a cultura é uma rede. Nós vivemos nas redes identitárias, sociais. Então, a mídia internet, especialmente esses movimentos como facebook, orkut, google mais, you tube, e até mesmo os e-mails, chats, comunidades virtuais, tudo é muito parecido com o mundo real e até se confunde”, esclarece Aluízio. O repórter, Rogério, utiliza as redes para as duas coisas na mesma proporção. “Divulgo o que produzo e consumo o que é produzido por colegas de profissão, amigos e empresas de comunicação”, diz.

Para Alfredo Costa, a experiência vivida por meio das redes considera positiva. “Basta cumprir a ética profissional e não fazer com o próximo àquilo que não quer que façam com você”, afirma. Rogério também afirma que felizmente ainda não teve nenhum problema em utilizar as redes como ferramenta de seu trabalho. “Creio que todos nós podemos ser vítimas das redes a qualquer momento. Seja com plágio por parte de outro jornalista ou empresa de comunicação, seja com uma apuração superficial, que te leve a informar de forma errônea, ou até mesmo pelo simples fato de veicular um vídeo ou fotografia que te leve a um processo judicial”, assegura ele.

O bom êxito com o uso

A jornalista Patrícia, encontra diariamente nas redes, pautas, ideias para a produção de suas matérias. “Por meu foco ser política, sigo vários políticos no Twitter, os acompanho no facebook e em outras redes sociais. Assim, podemos saber o que está acontecendo, o que pensam, opinam. Às vezes flagro até brigas”, comenta ela. O professor Aluízio conta que já encontrou também várias pautas e sugestões. Inclusive fez um trabalho recentemente em pesquisa na rede para uma matéria, sobre a exoneração do cacique Megaron do cargo de diretor regional da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Marcio Meira. “Pela lista eu soube da demissão, articulei as entrevistas, recebi uma nota de repúdio e vi uma fala do Megaron postado num vídeo em um site. Até falei com o filho dele”, revela ele.

Rogério, também conta uma de suas atividades realizadas com o uso das redes sociais. Produziu uma matéria sobre uma comunidade quilombola no município que é pouco conhecida, e enfatizou o que a gestão do executivo municipal estava fazendo para melhorar a vida dessa comunidade. Ele publicou no site institucional, enviou a mesma, como de costume, para sua lista de contatos e postou a matéria no facebook e em seu blog. “A matéria além de bastante visualizada foi reproduzida por outros amigos que a compartilharam, e posteriormente publicada por outros veículos de comunicação de destaque, fora do estado, o que mais me chamou a atenção”, afirma ele.

Twitter da jornalista Patrícia Sanches, nele busca fontes e segue políticos que é seu foco de trabalho.

Observe uma pesquisa realizada pela PR Newswire – uma empresa líder em distribuição de conteúdo, especialmente em releases corporativos – que se interessou em saber de que forma os jornalistas brasileiros estão incorporando esses novos canais em sua rotina profissional. A empresa realizou, entre os dias 20 de março e 1º de abril, uma pesquisa online entre jornalistas, buscando entender de que maneira as redes sociais estão influenciando o trabalho deles. Ao todo 305 jornalistas de diferentes tipos de mídia (rádio, TV, jornal, revista e internet) e de várias partes do país responderam ao questionário:

·         79.7% dos jornalistas recorrem às redes sociais para entrar em contato com fontes.
·         73.4% elegeram o twitter como a rede social que mais pode auxiliar os jornalistas.
·         83.3% admitiram usar temas nascidos em redes sociais para pautarem seus veículos.

Os jornalistas que responderam a pesquisa mostraram ainda que, além de obter informações nas redes sociais, também gostam de dividi-las usando estes canais. Dos participantes:
·         33,8% disseram sempre replicar as matérias que escrevem em sites de relacionamento.
·         22% garantiram compartilhá-las ocasionalmente.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Alunos do curso de Agronomia do Campus do Araguaia- UFMT provem 1º CIPAGRO


Os alunos do 5º semestre do curso de Agronomia da Universidade Federal de Mato Groso, unidade de Barra do Garças, através da disciplina Extensão Rural promovem o 1º CIPAGRO – Ciclo de Palestras de Agronomia de Assentamento Santa Célia. O evento será realizado no dia 29 de outubro das 7:30 às 18:30 hs, no Projeto de Assentamento Santa Célia, em Campinápolis – MT. Haverá almoço para os participantes.

           
A ação faz parte da aula prática da disciplina Extensão Rural, e tem como propósito estreitar as relações entre produtor rural e acadêmico, através de ações extensionistas como dia de campo, ciclo de palestras, visitas técnicas, destaca o professor Glauco Vieira, professor da disciplina.
           
O evento conta com apoio da prefeitura local e empresas, além da colaboração da Associação dos pequenos produtores rurais do projeto de assentamento de Santa Célia. Estima-se um público de no mínimo 100 pessoas, para prestigiarem esta ação, dentre alunos, professores, profissionais, familiares e interessados.
            
As palestras serão ministradas por professores da UFMT, profissionais que atuam nas áreas afins e por alunos do curso de Agronomia. Confiram a programação:

ü  *8:45 às 10:00 hs – 1º Palestra 
Assunto: Alimentação de bovinos para o período de seca. Palestrantes: Alvany P. Machado Jr., Kleidir A. Nogueira Neto e Rodrigo Vanderley Mota (Agronomia - UFMT).
Colaborador:  Zootecnista  Vinicius Rodrigues Mattos (Água
Boa-MT) .
-Vedação de Pastagem - Utilização de Capineira. - Produção de Silagem.

ü  *10:30 às 12:00 hs – 2º Palestra
Assunto: A Criação de Abelhas (apicultura) na Agricultura Familiar. Palestrantes: Prof. Dr. Glauco Vieira de Oliveira (UFMT).
-Produtos das Abelhas -Implantação de um Apiário - Manejo para produção de Mel.

ü  *14:10 às 15:30 hs – 3º Palestra
Assunto: Implantação de viveiros e plantio de mudas. Palestrante: Eng. Florestal Daniel Fiorese Martini.  
-Estrutura do viveiro - Mão-de-obra. - Manejo e Custo.

ü  *16:30 às 18:00 hs – 4º Palestra
Assunto: Implantação de tanques e criação de peixes na Agricultura Familiar. Palestrantes: Hérick B. Mattos Santos e Gabriel de Oliveira (Agronomia - UFMT).
-Fatores essenciais à implantação de tanques para piscicultura na Agricultura Familiar - Criação de peixes e análise econômica.

Para maiores informação, entrar em contato com aluna Francieli francieligalvan@hotmail.com, ou (66)81339944.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Produção Científica e interação na I Semana Científica

Por: Muryllo Simon e Sckarlet Martins

A I Semana Científica do Campus Universitário do Araguaia propôs um espaço de maior interação entre professores e acadêmicos durante os dias 19 a 21 deste mês. Foram apresentados mais de 100 trabalhos, dentre projetos de pesquisa e extensão. Além de mesas redondas, durante os períodos matutino, vespertino e noturno. Nesses dias os acadêmicos apresentaram os projetos em que estão envolvidos, sob a avaliação dos professores do CUA e participaram das discussões abordadas nas mesas redondas. 

“A Semana Científica é uma oportunidade ímpar para o início da difusão interna e externa da pesquisa realizada na UFMT/CUA de forma mais ampla. Antes só se tinha eventos dos cursos, institutos, é a primeira vez que se tem uma união”, ressaltou a professora do curso de direito Larissa Mascaro.

Com o evento os cursos de um mesmo instituto, puderam articular métodos e ferramentas que indicassem caminhos para o aperfeiçoamento de um projeto científico. Esse era um dos objetivos dessa Semana Científica, de acordo com a supervisora de Ensino de Graduação e Extensão, Ana Maria Penalva Mancini, pois muitas vezes os professores não sabem o que se passa em outros cursos e institutos. Com essa iniciativa tanto a comunidade acadêmica, tanto os visitantes, puderam conhecer um pouco mais da universidade e essa interação é relevante. “Abrimos um caminho e o estamos percorrendo”, afirmou Ana Maria.  

O convívio entre as linhas de pesquisa de cursos diversos possibilitou um novo olhar para a metodologia aplicada, assim como, um novo olhar por sobre o objeto estudado. Para a professora Larissa, que atuou como mediadora e avaliadora dos trabalhos apresentados, o evento contribuiu no sentido de que, pode observar de uma forma mais distante, por estar sempre dentro do processo de pesquisa. “Ao avaliar o outro, acabamos sempre nos auto avaliando”, destacou Larissa.

Os projetos puderam ser apresentados em banners, ou por comunicação oral. Os trabalhos apresentados concorriam a um prêmio de reconhecimento pela instituição. Segundo a professora Larissa, as comunicações orais são fundamentais para o aluno desenvolver capacidade de ideias e expressões destas ao público, é uma defesa de ponto de vista. O acadêmico de direito, Rogério Dorneles, estreante em eventos científicos, apresentou o projeto de pesquisa: "Direito Homoafetivo à luz dos princípios constitucionais do Estado Democrático do Direito". Para ele essa é uma oportunidade de aprendizado, “é bom por que tira a ansiedade, o medo, e acabo me ambientando às apresentações de trabalho”. 

Dentre as mesas redondas ocorridas durante o evento, Diálogos teóricos: contribuição para a prática de ensino e formação docente, a professora Heloísa de Oliveira Lima ressaltou a importância em se romper com o sistema tradicional da língua, enquanto somente gramática normativa. Expôs também a necessidade em se conciliar essa metodologia tradicionalista, aos novos métodos de ensino, em busca da compreensão da construção de sentido. Pois de acordo a professora, esse modelo de ensino já não se responde às expectativas de ensino.